Especial Gastronomia Brasileira II

17/06/2009 at 8:37 pm (Gastronomia)

Há!! Finalmente a segunda parte!

bandeira_minasA bandeira mais linda do mundo!

Como eu sou mineira e to morrendo de saudade da comida da minha mãe, este especial vai ser dedicado à culinária mineira. Ou seja, ainda vai faltar uma parte para outro dia, com os estados do sul e o resto do sudeste.

Observação importante!!!

Tirando a canjiquinha, todas estas receitas devem ser acompanhadas de angu (polenta mais durinha) e arroz branquinho e soltinho. Senão não tem graça nenhuma!!!

Tutu mineiro

tutu1

1 kg de feijão preto (para 6 a 8 pessoas)
 2 xícaras (chá) de farinha de mandioca
 alho amassado a gosto
 1 cebola picada
 água
 sal
 salsinha picada
 ovos cozidos
 torresmo

Como fazer:

Bata o feijão cozido no liquidificador. Refogue o alho e a cebola
bem batidinha, até o ponto de dourar. Adicione o feijão e deixe
ferver. Separadamente, dissolva a farinha de mandioca na água e
vá acrescentando no feijão até dar o ponto de mingau (não deixe ficar grosso demais, senão ele fica sólido quando esfria). Coloque sal
a gosto. Despeje o preparo numa travessa e acrescente, por cima,
salsinha, ovos cozidos e picados e torresmo. Se quiser, pode dourar uma cebola em rodelinhas na gordura de porco ou naquela frigideira onde você fritou bife, e colocar por cima.

Feijão Tropeiro

feijao tropeiro

1kg de feijão já cozido al dente
1/2kg de torresmo
1/2kg de linguiça calabresa ou linguiça fina cortada em rodelas
1/2kg de bacon cortado em cubos
1 maço de couve cortada bem fininha
2 cebola cortada em cubos
1 cabeça pequena de alho amassado
ovo cozido picado
3 folhas de louro
salsinha e cebolinha verde picados
pimenta do reino a gosto
sal a gosto
farinha de mandioca a gosto

Como Fazer

Lave o feijão, coloque-o numa panela de pressão com 1 litro de água e leve ao fogo por 30 minutos, sem deixar que cozinhe demais, os grãos devem ficar inteiros e mais duros do que de costume. Retire da panela e coe imediatamente, para interromper o cozimento. Reserve.

Pique a lingüiça de porco, coloque-a numa frigideira e refogue, para que frite em sua própria gordura. Reserve.
Limpe, lave e seque as folhas de couve. Sobreponha as folhas, enrole e corte em tiras bem finas. Coloque na mesma panela em que foi preparada a lingüiça e refogue. Acerte o sal e reserve.
Numa frigideira frite o bacon, a cebola e o alho e mexa até a cebola dourar. Acrescente a farinha de mandioca, misture e, sem parar de mexer, deixe torrar. Adicione o feijão, a lingüiça e a couve e misture. Coloque a cebolinha, acerte o sal e deixe no fogo por mais 2 minutos, mexendo sempre. Transfira para uma cumbuca ou travessa. Se preferir, enfeite com ovos cozidos ou misture-os delicadamente com os demais ingredientes (nesse caso fica melhor se forem ovos mexidos).

Frango com quiabo

franquiabo

3kg de coxas frango
6 dentes de alho amassados
sal a gosto
3 colheres (sopa) de azeite de oliva
4 xícaras de água quente
600g de quiabo cortado em rodelas finas
2 cebolas picadas

Modo de fazer

Tempere o frango com alho, sal com alho e deixe descansar por um tempinho. Se quiser, acrescente outros temperos como pimenta do reino, louro, páprika, etc. Aqueça o azeite de oliva e refogue o frango, mexendo de vez em quando até que fique bem dourado. Acrescente a água aos poucos e deixe cozinhar bem. Retire e reserve. Use a mesma panela para refogar a cebola. Acrescente o quiabo e mexa delicadamente para refogar. Cubra com água e deixe cozinhar tampado. Devolva o frango à panela e misture bem, acrescente cebolinhas bem picadinhas e deixe cozinhar até ficar desmanchando (eu gosto assim, mas você pode deixar menos tempo).

Canjiquinha (essa receita é minha, viu?!)

Em minas a gente costuma chamar também de péla-égua, porque é servida bem quente e com pimenta no inverno. A quantidade desses ingredientes complementares (as carnes) pode variar a gosto, porque como eu moro sozinha e cozinho só pra mim, não tenho muita noção de quantidade mesmo.

canjiquinha

500 gr de canjiquinha (milho amarelo quebradinho)
1 cenoura média ralada no ralo grosso
2 batatas médias raladas no ralo grosso
2 cubos de caldo de galinha
1 cebora grande picada
6 dentes de alho grandes amassados
1 pedaço de bacon de 10 x 15 cm mais ou menos, bem altinho, com bastante carne (sei lá quanto pesa isso!)
1 maço de salsinha picada
costelinha de porco (um tanto que dê dois ou três pedaços por pessoa, se preferir pode ser defumada)
1 colher de manteiga ou margarina
molho de pimenta a gosto

Como fazer

Coloque a canjiquinha de molho na véspera com água de modo que cubra e fique um dedo de água acima. No dia, frite a costelinha até ficar bem douradinha e reserve. Frite o bacon, a cebola e o alho na manteiga e acrescente a canjiquinha com a água do molho e mais um copo de água. Quando começar a ferver, coloque os cubos de caldo de galinha, a cenoura e a batata. Mexa de vez em quando, porque se agarrar no fundo você vai ter que trocar de panela, caso contrário ela queima e não acaba de cozinhar. Por fim, acrescente a costelinha e sal a gosto. A canjiquinha demora bastante a cozinhar, e você só sabe que ela está no ponto quando cobeçar a borbulhar espirrando pra todo lado. Quando isso acontecer, prove para verificar o sal e veja se ela está bem cozidinha, desmanchando mesmo. Aí acrescente a salsinha e desligue. O molho de pimenta é opcional, mas já adianto que fica tu-di-bão! Rende mais ou menos 8 porções.

Aguardem a última parte neste mesmo Bat-canal! Não coloquei feijoada na parte mineira porque ela está virando patrimônio nacional (com vistas a patrimônio da humanidade!) assim como a cachaça e o queijo mineiro, que apesar de serem produto-Brasil, só a gente sabe fazer direito. hehehe.

Inté!

Ouvindo: 14 Bis – Bola de meia, bola de gude

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Especial Gastronomia Brasileira I

04/05/2009 at 4:34 pm (Gastronomia, listas, Por aí)

Após um breve hiato… Ói nóis aqui travez!!!

Como são 11:00h da manhã e está vindo um cheirinho delicioso de feijão temperadim do restaurante aqui ao lado, resolvi falar de comida. Nas minhas andanças por esse Brasil, uma das mais felizes descobertas foi perceber que além dos lugares lindos e dos costumes tão peculiares, a culinária é riquíssima e deliciosa! Não existe estado que não tenha a sua receitinha especial, feita com ingredientes locais.  Vale dixar todos os preconceitos de lado e se jogar, ainda que você torça o naiz para quiabo, milho, feijão. Afinal de contas, o jeito de preparar pode valorizar tanto a comida que vai acabar te agradando. Então, pé na estrada e garfo na mão!!!!

Maranhão

Aqui você já encontra as coisinhas típicas da região amazônica. É um excelente lugar para provar a farinha de mandioca amarela (se vc tiver dentes de aço!), açaí, cupuaçu, etc, etc, etc. Foi lá que eu provei o famoso guaraná da amazônia, uma bebida que leva leite, amendoim, ovo de pata, guaraná e outros ingredientes, e que tem O Poder! Levanta até defunto! Mas a melhor coisa que eu comi foi o Arroz de Cuxá. É feito com vinagreira, uma verdura azedinha que tem por aquelas bandas. Aqui no sul não tenho esperanças de achar isso pra vender, mas em todo caso, aqui vai a receitinha:

Arroz de cuxá

Arroz de cuxá

Ingredientes:
Vinagreira (erva verde meio amarga)
1 tomate picado
1 cebola picada
1 pimentão picado
pimenta de cheiro a gosto
gergelim a gosto
150g de camarão seco
1/2 Kg de arroz cozido
azeite

1.Coloque a vinagreira pra cozinhar até murchar, retire do fogo e escorra, dê umas batidas nela com a outra face da faca..

2. Refogue todos os temperos em azeite, coloque o camarão seco, um pouco do gergelim e a vinagreira, mexendo sempre para incorporar ao refogado.

3. Depois vá acrescentando o arroz já cozido, não esquecendo de que tem que ficar bem verdinho, por conta da vinagreira. Por fim e só degustar esse típico arroz maranhense.

Pernambuco

A culinária pernambucana é um caso à parte. Provavelmente é diferente de tudo o que vc já viu (a menos que vc seja pernambucano, claro). As frutas da região rendem ótimos sucos e sorvetes, entre elas a acerola, pitanga, cajá, umbu, siriguela (agora sem o trema!), caju, maracujá, etc. São muitos os pratos à base de feijão de corda, milho, leite de coco e frutos do mar. O meu escolhido para este especial é o caldinho de sururu, que é um fruto do mar parecido com a ostra e o vôngole. Recife é a cidade dos caldinhos, que vêm em cumbuquinhas e são tomados com cachaça. Abaixo você confere essa receita dos deuses:

Caldinho de sururu

Caldinho de sururu

Ingredientes:

2 cebolas picadas
1 colher (sopa) de óleo de canola
1/2 xícara (chá) de cachaça
1 folha de louro
2 cravos-da-índia
3 folhas de salsinha
2 folhas de coentro
3 dentes de alho picados
3 xícaras (chá) de água
300 g de sururu
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 talo de salsão pequeno picado
2 tomates pelados e picados
1 pimenta-malagueta picada
2 colheres (sopa) de salsinha picada
1 colher (sopa) de coentro picado
200 ml /1 vidro de leite de coco
1 colher (chá) de azeite de dendê
sal a gosto

1. Separe e pique todos os ingredientes pedidos na receita.
2. Numa frigideira grande, leve o óleo de canola ao fogo baixo para aquecer. Quando estiver quente, junte 1 cebola picada e refogue, mexendo sempre, por 3 minutos ou até a cebola ficar transparente.
3. Junte a cachaça, o cravo, a folha de louro, as folhas de salsinha, as folhas de coentro, 1 dente de alho picado e a água.
4. Quando ferver, acrescente o sururu e deixe cozinhar por mais 5 minutos. Retire o sururu do líquido com uma escumadeira. Reserve.
5. Em fogo baixo, deixe o caldo reduzir por 20 minutos. Retire do fogo e reserve.
6. Com uma faca, faça um corte em X na base de cada tomate. Coloque os tomates numa panela com água fervendo por alguns segundos. Prepare outra tigela com água e gelo. Retire os tomates da panela e mergulhe-os na tigela. Pelo X, puxe a pele como se fossem quatro folhas. O choque térmico faz com que a pele se desprenda facilmente.
7. Corte os tomates ao meio, horizontalmente. Com o dedo indicador, retire as sementes e o suco que as envolve. Não enxágüe os tomates, pois a água leva parte do sabor embora. Pique-os em cubinhos. Reserve.
8. Numa frigideira grande, leve o azeite de oliva ao fogo baixo para aquecer. Quando estiver quente, junte o restante da cebola picada e refogue por 3 minutos, mexendo sempre. Acrescente o alho restante e refogue por mais 1 minuto.
9. Junte o salsão, o tomate picado, a pimenta malagueta e refogue por 10 minutos em fogo baixo, mexendo sempre.
10. Acrescente o caldo do cozimento do sururu ao refogado de tomates. Misture bem.
11. Junte a carne de sururu, a salsinha picada, o coentro picado, o leite de coco e o azeite de dendê ao caldo e misture.
12. Deixe aquecer, ajuste os temperos e sirva a seguir.

Receita retirada do site Panelinha.

Goiás

Gente, sem brincadeira: eu devo ter engordado uns três quilos na semana que passei em goiânia. Pra quem gosta de confort food, não existe lugar melhor. Tudo tem cara de caseiro, de fogão à lenha, de comida da vovó. As frutas do cerrado são deliciosas e perfeitas para os sorvetes. Tem buriti, caju-do-campo, cagaita, baru, jatobá, mangaba, gabiroba e o famoso pequi. Os pratos são uma delícia, espia só: Arrroz com pequi, quariroba, empadão, pamonha, galinhada, etc. Tudo isso pode ser provado nas imensas feiras de goiânia e até nos restaurantes mais simples da região. A pamonha goiana é uma loucura, e pode ter vários recheios diferentes, tanto doces quanto salgados. Para que se aventurar, vai aí a receita:

Pamonha goiana de queijo

Pamonha goiana de queijo

Ingredientes:

6 espigas de milho de tamanho médio
palha do milho para enrolar e amarrar as extremidades
1/2 litro de óleo quente
1/2 xícara de pimenta verde amassada
1 xícara de cebolinha verde
1 colher de sal
1 queijo tipo frescal

1. Depois de ralar o milho, passe a massa em uma peneira. Ela fica mais fina.
2. Escalde a massa com óleo quente, a massa não pode ficar gordurosa.
4. Acrescente a pimenta e a cebolinha verde e misture.
5. Adicione o sal.
6. Depois de colocar a massa nos copinhos formados com a palha (dobre formando um envelope) é hora de pôr o recheio.
7. O queijo é cortado em pedaços pequenos, pra não vazar.
8. Feche e amarre as pamonhas como se fossem trouxinhas e leve-as ao fogo, na água já fervente.
9. Cozinhe por 40 minutos, em fogo alto.

Ps–> o queijo pode ser substituído por linguiça (ai que horror essa falta de trema…), frango, palmito, etc, etc, etc.

Espírito Santo

Se tem um lugar bom pra comer peixe, esse é o litoral do Espírito Santo. Nos quiosques das praias tem peixe de tudo que é jeito, recheado, ensopado, frito, enfim. Além do peixe tem caranguejo, pirão, muitas receitas com banana-da-terra e frutas deliciosas para provar, como o cajá-manga e a fruta-do-conde. Uma das delícias típicas desta culinária é a moqueca capixaba. A receita abaixo foi retirada do site Tudo Gostoso:

moqueca capixaba

moqueca capixaba

Ingredientes:
1 kg de peixe (badejo, dentão, robalo, papaterra, dourado, namorado ou xerne)
1 maço de coentro
1 maço de cebolinha verde
1 cebola média
3 dentes de alho
4 tomates
Pimenta malagueta
Azeite de oliva
Urucum
Óleo de soja

1. Escame bem o peixe, tire as vísceras e corte-o em postas de 5 cm de largura
2. Lave bem com limão e deixe descansando em um prato com água de sal fraca
3. Soque o alho, três rodelas de cebola, um maço de coentro picado, um maço de cebolinha verde e sal
4. Esfregue no fundo da panela de barro um pouco de óleo de soja (duas colheres) e azeite de oliva (uma colher)
5. Adicione à panela a massa obtida no socador, passando-a no seu fundo
6. Retire as postas de peixe do prato com água e sal
7. Vire as postas de um lado para o outro nos temperos da panela
8. Arrume-as de modo que não fiquem umas por cima das outras
9. Corte o resto do coentro, da cebolinha verde, do tomate e da cebola e coloque nesta ordem por cima das postas de peixe que estão na panela
10. Regue com um pouco de azeite e suco de limão
11. Deixe tudo descansando por 20 a 60 minutos
12. Derreta em um pouco de óleo três colheres de urucum
13. Na hora de levar ao fogo para cozinhar, despeje um pouco deste caldo por cima da moqueca
14. Quando começar a abrir fervura, verifique o sal
15. Não ponha água, não vire as postas e cozinhe com a panela aberta
16. Vá verificando o paladar do sal e do limão
17. Deixe no fogo forte por 20 a 25 minutos
18. Balance de vez em quando a panela com o auxílio de um pedaço de pano grosso, para que as postas de peixe não agarrem no fundo

Vai bem com arroz branco, um belo pirão (feito com farinha e a carne da abeça do peixe usado na moqueca bem cozida com cebola e tomate) e um belo molho de pimenta.

Gostou? Então espere que em breve vem a Parte II!

Kissu!

Ouvindo: Dimitri from Paris – Sacre Français

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