Catálogos virtuais de pintura – I – Barroco
Ontem eu estava horrível… não sei se por causa da entrevista ou por causa da gripe (ou ambas), mas o fato é que à noite não se aproveitava metade das coisas que eu falava. Só chupei bala… kkkkkkk
Por isso hoje só vou falar de alguns sites sobre pintores achados na internet, já que o assunto está escasso:
Esse site é excelente, tem obras em alta resolução de centenas de artistas, na maioria dos casos as obras completas. São pinturas européias do século XII ao século XIX, e você procura o artista por ordem alfabética. Excelente.

Giuseppe Arcimboldo (maneirista, período pré-barroco)
Este site contém a vida e a obra de Giuseppe Arcimboldo, artista do período que ficou conhecido como maneirismo. É muito legal, ele fazia composições de frutas, verduras e objetos diversos que agrupados formavam rostos. Vale muito a pena ver esse trabalho, muito criativo.
Caravaggio (barroco italiano)
O maior ícone do barroco italiano pode ser visto neste site. Tem tudo: biografia, obras completas e muitos artigos e curiosidades sobre Caravaggio. Pena que está em inglês, mas dá pra ver as pinturas e em todo caso, a biografia em português sempre pode ser consultada na Wikipédia. Quanto aos artigos, o google tradutor quebra o galho.
Rubens (barroco holandês)
Site sobre o pintor Peter Paul Rubens, que exerceu grande influência sobre as gerações posteriores. Os rubenistas, como eram chamados, seguiam uma linha de pintura que primava pela cor e pelos efeitos visuais e sensoriais. Em Inglês, com biografia e obras completas.
Nicolas Poussin (barroco classicista francês)
Este site fala sobre o pintor fancês Nicolas Poussin, que também influenciou as gerações posteriores. Seus seguidores eram chamados poussinistas e eram “rivais” dos rubenistas, pois primavam o desenho, a construção “racional” da imagem, ao invés das sensações. Uma briga bem interessante que vale a pena estudar. Também em inglês, com biografia e obras completas.
Rembrandt van Rijin: life and works (barroco holandês)
Site muito bom sobre este que talvez seja o maior pintor holandês de todos os tempos. Em inglês, traz biografia, obras completas e informações sobre publicações a respeito do pintor.

Essential Vermeer (barroco holandês)
Esse site é muito legal. Traz muitas informações, biografia e estudos sobre Johannes Vermeer, além das obras completas. Traz ainda sites de referencia sobre a vida e a obra do artista.

Claude Lorrain (barroco francês)
Site sobre a vida e obra do pintor de paisagens francês Claude Lorrain, tambám chamado “Le Lorrain”. Em inglês, contém biografia e obras completas.
François Boucher (Barroco/ rococó)
Um dos principais nomes do rococó, que alguns teóricos definem como um estilo à parte e outros como uma vertente do barroco. Também em inglês, com biografia e obras completas.
Há ainda outros pintores muito importantes no período, como Annibale Carracci, Jean-Honoré Fragonard e Antoime Watteau, entre outros. Todos podem ser encontrados na Web Gallery of Art (obras completas) e na Wikipédia (biografias em português).
Vem aí a Festa Junina da C&R!

A idéia ainda está na fase embrionária, mas vai sair! Aguardem!
Ouvindo: Namie Amoro – Full Moon
Meandros da Arte
Pois é… Quando alguém poderia imaginar que eu gostaria tanto das aulas de história da arte? Na época em que eu fazia Desenho Industrial, não dava a mínima, talvez pelo ambiente de estudo (a turma tinha um monte de playboys) ou pelo fato de os professores serem chatérrimos. Mas o fato é que hoje eu acho muito interessante observar as modificações pelas quais a arte (e o próprio conceito de arte) passou até os nossos dias.
Atualmente eu estou completely in love com a pintura de paisagens e com a obra do Ingres. Abaixo podemos ver algumas obras que estão, a maioria, em alta resolução. É só clicar em cima para ver em tamanho maior.
Paisagem
Hoje com a TV, a fotografia, os Outdoors e tantos outros veículos visuais, podemos dizer que estamos totalmente acostumados a ver o mundo enquadrado numa superfície plana. Agora imagine quão maravilhadas ficaram as pessoas ao ver pela primeira vez as lindas paisagens portuárias em recortes sobre uma tela. “Nossa!!! Como vc conseguiu colocar o mar tão grande aí????” Devia ser um exercício muito difícil, o enquadramento.
Jean Auguste Dominique Ingres
Já o famoso (e lindo) Jean Auguste Dominique Ingres considerava-se um neoclássico (se é que se pode dizer assim). Era admirador dos grandes mestres, como Rafael, e foi discípulo de Jacques Louis David, o neoclássico-mor, seguindo a linha de Poussin, do barroco classicista francês. Como bom poussinista, priorizava o desenho ao invés da cor (valorizada pelos seguidores de Rubens, os rubenistas) mas, numa tendência já pendendo para o romantismo, destacava partes do desenho que queria valorizar, colocando aí traços subjetivos na pintura.
Para quem quiser saber mais sobre este grande pintor, há várias opções de biografias na internet, como a Wikipédia (em português) e um site inteiramente dedicado a ele, com as obras completas: Jean Auguste Dominique Ingres (em Inglês).
Ouvindo: Edit Piaf – La vie en rose
Mais Arte
Viu, geeentem, estou artística esses dias…
Uma vez passeando no CCBB do Rio, mais precisamente na filial da Livraria da Travessa que lá se encontra, achei um CD-trilha-sonora da Pantera Cor-de-rosa e fã que sou deste felino adorável não resisti e comprei. Chama-se Pink Panther Penthouse Party, e foi lançado em 2006 como parte das comemorações dos 40 anos deste felino debochado e très chic. O CD era ótimo, tinha umas 4 versões do famoso tema de Henry Mancini e outras jazísticas e remix de musiquinhas bossa nova e lounge. Mas outra coisa me chamou a atenção: as ilustrações eram óoooootimas! Procurei avidamente o nome do ilustrador e achei: Shag.
O Shag é um ilustrador phodástico que faz pinturas e serigrafias em cores que lembram aquele ambiente fever dos anos 60, meio Jetsons, com umas sutilezas brilhantes. Adoro. Vou até tatuar um de seus gatos, em homenagem ao Shinãe, que Deus o tenha onde estiver.
Não é lindo o gatinho da ilustração, o que está sentado no chão olhando pra cima? Qualquer dia posto uma foto do Shinãe (meu gato) aqui para uma breve homenagem. Bjinhos e bom fim de semana a todos!
Ouvindo: Belle & Sebastian – Lazy Jane
A Paixão de Artemísia
Numa das nossas aulas de História da arte a Carol nos apresentou o trabalho de uma pintora surpreendente do período barroco, que raramente é citada nas academias.
Artemisia Gentileschi (1593 – 1652/1653)foi uma pintora italiana do período barroco. Filha de um grande pintor do período, Orazio Gentileschi, nasceu em Roma e desde cedo aprendeu com seu pai as técnicas pictóricas. Inspirada pelos autores da época, sobretudo Caravaggio, utilizava com maestria a técnica de chiaroscuro. Nesta época o acesso às academias e ao métier da pintura era reservado aos homens, o que fez com que Artemísia fosse recusada. No entanto, para ajudar a filha Orazio entregou-a aos cuidados de um amigo, o pintor Agostino Tassi, para que fosse seu tutor nos estudos. Ocorreu que Tassi aproveitou-se da juventude e inocência de Artemísia e a violou, e em 1612 seu pai entrou com um processo contra o ex tutor da filha que teve grande repercussão na época. Artemísia foi acusada de se portar indevidamente e apesar da condenação de Tassi ao exílio por cinco anos, esta determinação foi apenas parcialmente cumprida.
Nota-se claramente a diferença da versão de Artemísia, à esquerda, para a de Caravaggio, à direita. A versão de Artemísia tem mais energia, é mais vívida face à de seu contemporâneo, que apresenta uma Judite plácida e bem menos madura.
Ao final de tudo, mesmo com sua imagem denegrida Artemísia casou-se e ela e seu marido foram finalmente aceitos na academie del Disegno, uma honra nunca antes concedida a uma mulher, mas as calúnias a seu respeito sempre resurgiam vez ou outra. Após a morte, suas obras foram muitas vezes ignoradas ou atribuídas errõneamente a seu pai, e até hoje não são muito comentadas.
Enfim, esta história me fascinou. Pra quem quiser saber mais, há um site sobre esta artista com muitos outros trabalhos e você pode acessar clicando aqui. Em inglês.
Ouvindo: Seal – If It’s In My Mind, It’s On My Face
































