Especial Gastronomia Brasileira I
Como são 11:00h da manhã e está vindo um cheirinho delicioso de feijão temperadim do restaurante aqui ao lado, resolvi falar de comida. Nas minhas andanças por esse Brasil, uma das mais felizes descobertas foi perceber que além dos lugares lindos e dos costumes tão peculiares, a culinária é riquíssima e deliciosa! Não existe estado que não tenha a sua receitinha especial, feita com ingredientes locais. Vale dixar todos os preconceitos de lado e se jogar, ainda que você torça o naiz para quiabo, milho, feijão. Afinal de contas, o jeito de preparar pode valorizar tanto a comida que vai acabar te agradando. Então, pé na estrada e garfo na mão!!!!
Maranhão
Aqui você já encontra as coisinhas típicas da região amazônica. É um excelente lugar para provar a farinha de mandioca amarela (se vc tiver dentes de aço!), açaí, cupuaçu, etc, etc, etc. Foi lá que eu provei o famoso guaraná da amazônia, uma bebida que leva leite, amendoim, ovo de pata, guaraná e outros ingredientes, e que tem O Poder! Levanta até defunto! Mas a melhor coisa que eu comi foi o Arroz de Cuxá. É feito com vinagreira, uma verdura azedinha que tem por aquelas bandas. Aqui no sul não tenho esperanças de achar isso pra vender, mas em todo caso, aqui vai a receitinha:
Ingredientes:
Vinagreira (erva verde meio amarga)
1 tomate picado
1 cebola picada
1 pimentão picado
pimenta de cheiro a gosto
gergelim a gosto
150g de camarão seco
1/2 Kg de arroz cozido
azeite
1.Coloque a vinagreira pra cozinhar até murchar, retire do fogo e escorra, dê umas batidas nela com a outra face da faca..
2. Refogue todos os temperos em azeite, coloque o camarão seco, um pouco do gergelim e a vinagreira, mexendo sempre para incorporar ao refogado.
3. Depois vá acrescentando o arroz já cozido, não esquecendo de que tem que ficar bem verdinho, por conta da vinagreira. Por fim e só degustar esse típico arroz maranhense.
Pernambuco
A culinária pernambucana é um caso à parte. Provavelmente é diferente de tudo o que vc já viu (a menos que vc seja pernambucano, claro). As frutas da região rendem ótimos sucos e sorvetes, entre elas a acerola, pitanga, cajá, umbu, siriguela (agora sem o trema!), caju, maracujá, etc. São muitos os pratos à base de feijão de corda, milho, leite de coco e frutos do mar. O meu escolhido para este especial é o caldinho de sururu, que é um fruto do mar parecido com a ostra e o vôngole. Recife é a cidade dos caldinhos, que vêm em cumbuquinhas e são tomados com cachaça. Abaixo você confere essa receita dos deuses:
Ingredientes:
2 cebolas picadas
1 colher (sopa) de óleo de canola
1/2 xícara (chá) de cachaça
1 folha de louro
2 cravos-da-índia
3 folhas de salsinha
2 folhas de coentro
3 dentes de alho picados
3 xícaras (chá) de água
300 g de sururu
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 talo de salsão pequeno picado
2 tomates pelados e picados
1 pimenta-malagueta picada
2 colheres (sopa) de salsinha picada
1 colher (sopa) de coentro picado
200 ml /1 vidro de leite de coco
1 colher (chá) de azeite de dendê
sal a gosto
1. Separe e pique todos os ingredientes pedidos na receita.
2. Numa frigideira grande, leve o óleo de canola ao fogo baixo para aquecer. Quando estiver quente, junte 1 cebola picada e refogue, mexendo sempre, por 3 minutos ou até a cebola ficar transparente.
3. Junte a cachaça, o cravo, a folha de louro, as folhas de salsinha, as folhas de coentro, 1 dente de alho picado e a água.
4. Quando ferver, acrescente o sururu e deixe cozinhar por mais 5 minutos. Retire o sururu do líquido com uma escumadeira. Reserve.
5. Em fogo baixo, deixe o caldo reduzir por 20 minutos. Retire do fogo e reserve.
6. Com uma faca, faça um corte em X na base de cada tomate. Coloque os tomates numa panela com água fervendo por alguns segundos. Prepare outra tigela com água e gelo. Retire os tomates da panela e mergulhe-os na tigela. Pelo X, puxe a pele como se fossem quatro folhas. O choque térmico faz com que a pele se desprenda facilmente.
7. Corte os tomates ao meio, horizontalmente. Com o dedo indicador, retire as sementes e o suco que as envolve. Não enxágüe os tomates, pois a água leva parte do sabor embora. Pique-os em cubinhos. Reserve.
8. Numa frigideira grande, leve o azeite de oliva ao fogo baixo para aquecer. Quando estiver quente, junte o restante da cebola picada e refogue por 3 minutos, mexendo sempre. Acrescente o alho restante e refogue por mais 1 minuto.
9. Junte o salsão, o tomate picado, a pimenta malagueta e refogue por 10 minutos em fogo baixo, mexendo sempre.
10. Acrescente o caldo do cozimento do sururu ao refogado de tomates. Misture bem.
11. Junte a carne de sururu, a salsinha picada, o coentro picado, o leite de coco e o azeite de dendê ao caldo e misture.
12. Deixe aquecer, ajuste os temperos e sirva a seguir.
Receita retirada do site Panelinha.
Goiás
Gente, sem brincadeira: eu devo ter engordado uns três quilos na semana que passei em goiânia. Pra quem gosta de confort food, não existe lugar melhor. Tudo tem cara de caseiro, de fogão à lenha, de comida da vovó. As frutas do cerrado são deliciosas e perfeitas para os sorvetes. Tem buriti, caju-do-campo, cagaita, baru, jatobá, mangaba, gabiroba e o famoso pequi. Os pratos são uma delícia, espia só: Arrroz com pequi, quariroba, empadão, pamonha, galinhada, etc. Tudo isso pode ser provado nas imensas feiras de goiânia e até nos restaurantes mais simples da região. A pamonha goiana é uma loucura, e pode ter vários recheios diferentes, tanto doces quanto salgados. Para que se aventurar, vai aí a receita:
Ingredientes:
6 espigas de milho de tamanho médio
palha do milho para enrolar e amarrar as extremidades
1/2 litro de óleo quente
1/2 xícara de pimenta verde amassada
1 xícara de cebolinha verde
1 colher de sal
1 queijo tipo frescal
1. Depois de ralar o milho, passe a massa em uma peneira. Ela fica mais fina.
2. Escalde a massa com óleo quente, a massa não pode ficar gordurosa.
4. Acrescente a pimenta e a cebolinha verde e misture.
5. Adicione o sal.
6. Depois de colocar a massa nos copinhos formados com a palha (dobre formando um envelope) é hora de pôr o recheio.
7. O queijo é cortado em pedaços pequenos, pra não vazar.
8. Feche e amarre as pamonhas como se fossem trouxinhas e leve-as ao fogo, na água já fervente.
9. Cozinhe por 40 minutos, em fogo alto.
Ps–> o queijo pode ser substituído por linguiça (ai que horror essa falta de trema…), frango, palmito, etc, etc, etc.
Espírito Santo
Se tem um lugar bom pra comer peixe, esse é o litoral do Espírito Santo. Nos quiosques das praias tem peixe de tudo que é jeito, recheado, ensopado, frito, enfim. Além do peixe tem caranguejo, pirão, muitas receitas com banana-da-terra e frutas deliciosas para provar, como o cajá-manga e a fruta-do-conde. Uma das delícias típicas desta culinária é a moqueca capixaba. A receita abaixo foi retirada do site Tudo Gostoso:
Ingredientes:
1 kg de peixe (badejo, dentão, robalo, papaterra, dourado, namorado ou xerne)
1 maço de coentro
1 maço de cebolinha verde
1 cebola média
3 dentes de alho
4 tomates
Pimenta malagueta
Azeite de oliva
Urucum
Óleo de soja
1. Escame bem o peixe, tire as vísceras e corte-o em postas de 5 cm de largura
2. Lave bem com limão e deixe descansando em um prato com água de sal fraca
3. Soque o alho, três rodelas de cebola, um maço de coentro picado, um maço de cebolinha verde e sal
4. Esfregue no fundo da panela de barro um pouco de óleo de soja (duas colheres) e azeite de oliva (uma colher)
5. Adicione à panela a massa obtida no socador, passando-a no seu fundo
6. Retire as postas de peixe do prato com água e sal
7. Vire as postas de um lado para o outro nos temperos da panela
8. Arrume-as de modo que não fiquem umas por cima das outras
9. Corte o resto do coentro, da cebolinha verde, do tomate e da cebola e coloque nesta ordem por cima das postas de peixe que estão na panela
10. Regue com um pouco de azeite e suco de limão
11. Deixe tudo descansando por 20 a 60 minutos
12. Derreta em um pouco de óleo três colheres de urucum
13. Na hora de levar ao fogo para cozinhar, despeje um pouco deste caldo por cima da moqueca
14. Quando começar a abrir fervura, verifique o sal
15. Não ponha água, não vire as postas e cozinhe com a panela aberta
16. Vá verificando o paladar do sal e do limão
17. Deixe no fogo forte por 20 a 25 minutos
18. Balance de vez em quando a panela com o auxílio de um pedaço de pano grosso, para que as postas de peixe não agarrem no fundo
Vai bem com arroz branco, um belo pirão (feito com farinha e a carne da abeça do peixe usado na moqueca bem cozida com cebola e tomate) e um belo molho de pimenta.
Gostou? Então espere que em breve vem a Parte II!
Kissu!
Ouvindo: Dimitri from Paris – Sacre Français













With This Diet I Was Able to Lose T h i r t y P o u n d s in Thirty Days disse,
07/05/2009 às 2:33 am
Hi, nice post. I have been pondering this topic,so thanks for posting. I’ll probably be subscribing to your blog. Keep up the good work
Jacqueline Costa disse,
09/11/2009 às 3:10 pm
Parabéns, vc tem excelente paladar!
carlos disse,
18/06/2010 às 2:37 am
a comida maranhense achei deliciosa,experimentei quando fui em Imperatriz – MA , abraço!